domingo, 11 de abril de 2010

Perdida... Perdida... Perdida...

Por trás de seu abrasado corpo, há uma tez gélida, e tão pálida quanto neve – Dura feita mármore –.
No coração desfrutou uma ferida. Uma ferida sem dores, mas é possível senti-la, pois está espelhada nas íris dos olhos, os quais não dissimulam a exaustão.
O calor do hálito fora sugado pela ardência que espeta o peito, como os espinhos de um caule sem a virtude da rosa vermelha. Ela procura uma luz para saciar a sede de sua alma, porém, ela vaga as ruas com as algemas do esmo, lhe prendendo os punhos e tornozelos.
As lágrimas vertem ao rosto, cortando-lhe a garganta, mantendo presa a ânsia da fuga entre a alma e o coração.
Ás vezes é preciso liberar a passagem do pranto, para libertar o veneno que falha a respiração.

Vou parar de escrever isso...

Sarah Schmorantz Maldonado de Carvalho.

31 de março de 2010
Aula de história.

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